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Capítulo
Um
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Os dois primeiros capítulos não se tratam de uma biografia, são apenas passagens resumidas da minha vida, para que o leitor saiba, até que ponto foi o meu envolvimento com o ocultismo satânico. E até que ponto dei abertura aos sofismas engendrados por “inovações teológicas”, ou seja, teologias forjadas em “fundo de quintal”, escassas de textos e contextos bíblicos. Relato aqui, os fatos que reputo serem mais substanciais, para a elaboração deste livro. E lembre-se sempre disto: Diante de fatos, não há argumentos. Não há essa hipótese.
Evidências do Passado
E para que o leitor possa compreender, quando digo "símbolo de uma esperança", se faz necessário que eu fale acerca de meus pais. Minha mãe foi uma menina "ultra católica", pobre, muito simples, tímida e insegura; que tinha uma enorme paixão: criar e desfilar suas próprias roupas. Naquela altura, costurar suas próprias roupas não era nenhum "hobby", mas sim, uma necessidade, visto que seus pais, não poderiam jamais se dar ao luxo de comprar alguma roupa nova para um dos seus filhos ou filhas; salvo, quando a roupa em questão, estivesse sem mais nenhuma possibilidade de ser usada. Ao folhear as revistas de moda da época, ela sonhava em um dia estar naquele mundo de glamour e beleza. Devido o seu intenso desejo de conhecer o mundo da moda, e também da grande necessidade de cooperar financeiramente em casa; ela soube através de uma grande amiga, que havia uma vaga de "arrematadeira" no local onde trabalhava. Porém, a tal amiga disse, com um certo ar de superioridade: "_ Olha! Não sonhe tanto, vamos ver se você tem capacidade para ser aprovada no teste. Trata-se da Maison de Jorge Farré, minha amiga!" Essa Maison, na Av. Paulista, correspondia dois andares no Edifício "Quinta Avenida" - no décimo terceiro andar, localizava-se a oficina de "prêt-à-porter", onde eram realizados todos os arremates, costuras, enfim toda a mão-de-obra; era considerado inferior, pois, trabalhavam ali, pessoas "feias e ignorantes", no entanto, eram imprescindíveis; e no décimo quinto andar, localizava-se o "ateliê" de Alta Costura, propriamente dito; salas para os clientes, escritórios, oficinas, etc. Era ali que todo o glamour do mundo da moda tinha início, ou seja, grandes manequins, compradores estrangeiros, clientes famosas, fotógrafos, editores de moda, jornais, revistas, e por aí afora. Estes dois andares constituíam a Maison do Sr. Jorge Farré, um estilista conceituado no Brasil e no exterior, que tinha como sócio, o "ícone" da Alta Costura brasileira, ou seja, Dener - já falecido. Mais que depressa foi fazer um teste de arremate e foi aprovada para trabalhar no andar inferior; bastante satisfeita, ela expressava a todos o seu contentamento e alegria, mas não podia deixar de notar, a grande insegurança que emergia do seu interior, por causa da grandeza que aquela nova realidade trazia; era tudo novo, era tudo desconhecido. No decorrer dos dias, como era de praxe, o Sr. Farré entrava no elevador e descia para o andar da oficina, a fim de observar o andamento do trabalho, e corrigir possíveis erros; num dado momento, aquela menina simples e ingênua, extremamente concentrada nos seus "arremates", sentiu perto de si um perfume maravilhoso que se misturava a fumaça aromatizada de um cachimbo bem trabalhado; era ele, o próprio Sr. Farré a observar o quão rápido ela trabalhava, e para sua surpresa, a rapidez não roubava a qualidade. Diante disso, ele deu uma ordem à contramestre, para que aquela menina estivesse, a partir do dia seguinte, trabalhando na Alta Costura. Aquela ordem causou ciúmes e inveja nas suas colegas de trabalho, ainda mais, naquela sua amiga. Ora, no andar da Alta Costura, tudo era muito belo, muito apaixonante, muito glamuroso, mas ela soube assimilar toda a novidade que aquele ambiente de "filme de cinema" trazia, não se deixando levar pela emoção, sentimento esse, que a faria agir como uma "caipira alienígena", decorrendo na perda do seu emprego, por falta de decoro ou por cometer gafes; mas não, ela agia como se tivesse nascido em meio a todo aquele glamour, e tudo fosse muito comum e até piegas. Muitas vezes ela era chamada para servir café aos compradores, manequins e estilistas que transitavam pelo ateliê, e não sabia, mas estava sendo observada, pelo Farré. Talvez por ter as "medidas" apropriadas para a passarela, talvez por ter uma tremenda habilidade com a tesoura, ou talvez ainda, pelo seu carisma e atenção aos funcionários e clientes. Era verão, e todas as grandes casas de moda (Maisons) internacionais, como Scherrer, Valentino, Laroche, Givenchy, Versace, Dior, Saint-Laurent, Lacroix já tinham preparado a coleção para o inverno europeu, no entanto Farré estava um tanto atrasado. Mais que depressa ordenou que a oficina de "Prêt-à-porter" parasse com qualquer outro trabalho e se juntasse a Alta Costura, para conseguirem dar conta da coleção de inverno. Estavam na maior correria, supervisores, contramestres, manequins, era gente entrando, gente saindo. Mesmo assim sobrava um tempo, para os "fuxicos" das costureiras e funcionárias, comentando entre si que o cunhado do Sr. Farré, um homem bonito e elegante, estava trabalhando ali, como seu assistente direto. Ora, minha mãe, não dispensou nenhuma grande atenção àqueles "fuxicos", afinal, ela estava noiva, e na sua concepção, o nível daquela gente, era por demais diferente da sua realidade. Era como o óleo e a água, jamais se misturam. Em meio a toda aquele correria, vieram trazer ao supervisor da coleção e do desfile que seria realizado em Londres, a notícia de que uma das principais manequins - Ully, havia ficado doente e não poderia fazer a prova, e muito menos a viagem. Aquela notícia ajudou para aumentar o nervosismo de todos. Quando de repente alguém veio dizer que havia uma menina na oficina de costura, que era parecidíssima com a Ully, e que tinha as medidas perfeitas para fazer a prova da coleção. Mais que depressa arrancaram-na da oficina e pediram para que ela começasse a vestir aquelas roupas, lindas, exuberantes e únicas. Ela se constrangia muito, quando tinha que se despir diante das contramestres, pois não queria que vissem, a simplicidade de suas roupas íntimas, na maioria das vezes, gastas pelo tempo, e até mesmo remendadas. Puxa, ela tinha direitos legais, de fazer uma retirada através de um "vale" e então poder comprar algo digno, Mas sempre que se dirigia ao escritório do Sr. Farré a fim de pedir um vale, sua insegurança e timidez a dominavam de tal maneira que ela se calava, a voz nunca saía. Mesmo diante desta constrangedora realidade, o grande "boom!" na sua vida não foi impedido de acontecer; lá estava ela, agora como manequim da Maison de Jorge Farré e por conseguinte, pertencente ao Hall da Alta Costura brasileira. Num desses dias, em que ela fazia provas no ateliê, foi interrompida pelo contramestre principal das manequins para fazer ajustes e corrigir erros; ela tinha que permanecer numa posição estática olhando para o chão, quando então enxergou um par de sapatos lindos e muito bem engraxados, foi subindo o seu olhar a medida em que o ajuste da roupa era realizado, conseguindo ver a metade do dono daqueles sapatos, até que os ajustes foram finalizados e ela pôde ficar ereta novamente e enxergar aquela figura por completo. Ao ver aquele homem, bonito e elegante, de uma postura perfeita, suas pernas começaram a tremer; não tanto pela sua beleza, mas sim, porque dele emanava algo extremamente forte, espiritual, atrativo e dominador. Seus olhares se encontraram, e permaneceram fitos um no outro, por um breve momento; momento esse, que pareceu ser uma eternidade. Ela começou a passar mal e a tremer, mais que depressa interromperam as provas e deram-na um copo de água, permitindo que ela descansasse um pouco; as mulheres que ajudavam-na a se trocar diziam que aquele mal estar devia ter sido por causa daquelas roupas muito pesadas de inverno. Mas a verdade é que o poder que estava por detrás daquele homem tinha sido o causador daquilo. É difícil tentar descrever o que se passou ali, mas ela amou aquele homem naquele momento. E esse sentimento era recíproco, aquele homem amou aquela jovem intensamente. Acontecendo o assim chamado "amor à primeira vista". Quando já estava recuperada do mal estar, ela soube que aquele homem, era o famoso assistente direto do Sr. Jorge Farré, e por conseguinte seu cunhado; diante dessa notícia ela procurou de todas as formas se afastar do tal homem, praticamente ela fugia de ter que olhar naqueles olhos novamente. Mas isso era impossível, pois ele era o seu chefe, e o pior, o seu interesse por ela crescia mais e mais. Nesse meio tempo, ela recebeu o convite para substituir a Ully, no tão aguardado desfile em Londres. No entanto, a força do destino, fez com que o meu avô não permitisse a tal viagem, em hipótese alguma. E para surpresa de todos, Farré também não permitiu que ela fosse, dizendo que essa viagem poderia causar seqüelas horríveis na cabeça de uma menina de família. Outras pessoas diziam: "_ O que? Essa menina, em Londres? Ela nem sabe falar inglês! O que acontecerá após o desfile? E nas festas? E quanto aos jornalistas? E o pior de tudo, ela é de menor!", e para aumentar a discussão, o supervisor do desfile, autor da idéia de levá-la, respondeu: "_Já viu manequim precisar abrir a boca? Se ela não quiser ir para as festas, fique no hotel. Com relação a ela ser de menor, levemos alguém da sua família conosco." Mas, por mais que o convite fosse tentador, ela resolveu dar ouvidos ao Sr. Farré aconselhando-a, e se lembrou do seu pai, dizendo que não queria que ela fosse. E pronto, por mais que doesse, ela resolveu não ir. Aquele homem deve ter achado ótimo, o fato de minha mãe ter ficado. Ele a perseguia em todos os lugares, era o seu alvo conquistá-la. E ele conseguiu. Antes de um pedido de namoro mais formal, ele fez com que ela terminasse o seu noivado. E no prazo de um ano, estavam oficialmente casados. Meu pai, um cristão-novo da linhagem dos sefaraditas, judeus-europeus perseguidos pela Inquisição, que para se verem livres da morte certa, modificaram seus nomes e fugiram rumo ao Nordeste brasileiro, no caso da minha família: Campina Grande; era filho de um conhecido coronel do cangaço na Paraíba. Estabelecendo bem mais tarde, residência em São Paulo. Era um homem extremamente culto, falava outros idiomas, tocava violão de forma excelente, estava sendo qualificado para pilotar aviões, ostentou durante um bom tempo, o título de campeão paulista de judô, pelo clube Paulistano, teve o seu primeiro carro com 16 anos de idade, o que para aquela época, final dos anos 50, era um sinal de que pertencia a uma família "abastada". Porém, em meio a todas essas qualificações e ostentações, carregou dentro de si uma terrível mágoa, do seu pai e dos seus irmãos; isso pelo fato de que meu avô estava em vias de falência, e sendo meu pai o único que ainda não tinha constituído família dentre o restante dos irmãos, foi obrigado a se despojar de todos os seus luxos, regalias e direitos como também da sua parte na herança. Toda a
família, exceto minha avó, considerava-o como o "ovelha
negra", como um "futuro problema". Talvez pelo fato de
ter iniciado a carreira de "alcoólatra" já muito
cedo. Talvez por não ter "papas" na língua,
expressando de todas as maneiras o seu ódio ao meu avô.
Porém, ele agarrou uma dessas chances de se erguer e de mostrar a todos que ele era um "Carvalho". Através de um pedido da minha tia ao seu marido, Jorge Farré, foi ele convidado para trabalhar no ateliê do mesmo. Ora, ele demonstrava mudança, demonstrava um real interesse pelo trabalho, e o melhor tinha acontecido, ele havia se apaixonado, por aquela linda jovem na prova da coleção do inverno europeu. Ele fazia de tudo para conquistá-la, e ela estava sendo conquistada por ele. Passados uma semana desde o dia em que ela viu meu pai pela primeira vez, todo o resto era por demais insignificante, ela havia conhecido o que era estar apaixonada, sentimento esse que nunca teve por seu antigo noivo. Sendo assim, ela terminou com o noivado, e assumiu oficialmente o namoro com o cunhado do Jorge Farré. Quando o Sr. Farré percebeu o que estava acontecendo, ficou temeroso e resolveu dar uma carona para minha mãe, a fim de levá-la para casa no final do expediente. Ele a tinha como sua protegida, sendo assim, começou a aconselhá-la para não se envolver com o seu cunhado (meu pai), pois ele não era para ela, que não havia hipótese de ficarem juntos. Ela achava que os tais conselhos, eram devidos a grande diferença de nível social que os separavam. Mas não, o real motivo era outro. Ele continuou aconselhando-a, continuou tentando persuadi-la e quando viu que não tinha mais argumentos "amenos", disse a verdade. Disse que o meu pai havia tido problemas com o álcool, resultando em abandonos de emprego, contendas familiares e por ai afora. Disse que ninguém mais confiava nele e que aquele emprego no ateliê era só mais uma oportunidade que a família dava. Ela não acreditou de maneira nenhuma naquelas palavras, afinal, ele nunca fez nada daquilo que diziam, ele nunca chegou bêbado até ela. O máximo que faziam era acompanhar a moda da época e beber diariamente um "chopinho" na Rua Augusta no fim de tarde. Minha mãe odiava bebida, mas acompanhava o meu pai, a fim de ouvi-lo falar, e falar, e falar; ele falava sobre tudo, era extremamente culto e gostava da boa música, apreciando por demais Caetano Veloso, Vinícius de Moraes e Gilberto Gil, não perdiam um show se quer; aquilo tudo acabou atraindo minha mãe ainda mais. Ela estava muito apaixonada por ele. Ele sempre acompanhava minha mãe até o ponto de ônibus; numa dessas vezes, aconteceu algo, bastante estranho, sua voz havia mudado, e falava coisas da minha mãe que ninguém sabia ou conhecia, coisas concernentes ao seu passado e seu presente, falava a cerca do futuro do ateliê, que seria de falência, e que eles deveriam procurar um outro trabalho; minha mãe não entendia aquela conversa e perguntou o porque ele estava falando aquilo, como ele sabia das particularidades da sua infância, da sua vida; quando, para o seu espanto aquela voz disse: "_ Não é com ele que você fala. Mas sim comigo, eu sou o Padre Emmanuel." Minha mãe ficou um tanto assustada, espantada diante daquela experiência, ela havia ouvido falar dessas coisas, de espíritos se comunicando, através das histórias da minha avó; mas aquilo para ela era novidade. Ela não sabia se acreditava ou não naquilo tudo. Nota: Os espíritos tinham um interesse tremendo de que aquela jovem ficasse junto ao seu pupilo, ou melhor, escravo. Para tanto, usaram de todos os meios possíveis para adquirirem credibilidade, e assim, abrirem todas as portas para a invasão dos demais representantes das trevas. A estratégia que reputaram ser infalível no caso da minha mãe, era se aproveitar do fato dela ser uma católica de "carteirinha"; sendo assim, um espírito foi encarregado de tomar a forma de um padre e se apresentar a ela. Por mais que ficasse confusa, e resistente, ela acabaria cedendo, pois afinal, era um Padre, tinha conversa de Padre, um jeito de Padre, e por aí afora. A partir daquele dia minha mãe conheceu muitos outros espíritos, que se aproveitavam do caminho aberto pelo tal padre; sempre que esse demônio em questão se manifestava, ela já sabia, que outros viriam. O namoro deles não era nem um pouco convencional, não era muito comum haver entre eles troca de palavras românticas, passeios, beijos, caminhadas, nada disso; todos os dias meu pai, se dirigia a casa do meu avô para encontrar-se com ela, e namorar. A família da minha mãe se enganava e muito quando pensava que os dois "pombinhos" estavam namorando e trocando confidências apaixonadas, muito pelo contrário, enquanto meu pai dava vazão aos demônios, minha mãe os ouvia e ouvia e ouvia. Ela sonhava com pelo menos um dia de namoro normal, mas não, sempre que se encontravam, ela já não conversava com o meu pai, e sim com o "padre Emanuel", e após ele, muitos outros. Aquilo para ela já era corriqueiro. Mesmo assim
minha mãe continuava apaixonada por ele. Terminando por ficarem
noivos. Além dessas experiências do outro mundo, um tanto desagradáveis, minha mãe ficava confusa, e desistente com uma outra atitude que meu pai já demonstrava ter, como usar suas Artes Marciais para arrebentar (literalmente) quem se quer olhasse para ela, fruto de um ciúme doentio e exacerbado. Minha avó paterna, amava demais a minha mãe, ela acreditava no seu coração, que aquela jovem mulher, conseguiria ajudar a transformar o seu amado "filho problema". O restante da família não "morria de amores", mas demonstravam certo contentamento acerca dela, talvez pelo fato, de que após o casamento eles estariam livres dos problemas que meu pai trazia; no entanto, eram unânimes ao pensar: "Pobrezinha dessa menina. Sabe ela aonde está se metendo?" Haviam duas pessoas contrárias ao casamento que fatalmente viria acontecer, um era o meu avô, pai da minha mãe, o outro era o Sr. Farré. O meu avô por instinto e o meu tio por ter em mãos muitos subsídios que diziam que o meu pai não mudaria. Em contrapartida, os espíritos ao perceberem que minha mãe já pendia entre dois pensamentos, ou seja, já não estava tão certa de querer se casar, começaram a se valer de chantagens espirituais; um após outro espírito se manifestava, informando minha mãe que se desistisse, meu pai seria morto. Sendo assim ela não poderia mais desistir, no entanto, o "fogo da paixão" por aquele homem começava a minguar, pelo que ela não mais se casaria para ter um marido, mas sim, para ser uma assistente espiritual de um bruxo. Porém, ninguém poderia inverter o curso das águas, ninguém poderia mudar aquela história, ninguém poderia deter aquele casamento. (Minto) minha mãe poderia sim, deter aquele casamento, mas ela já estava sob o controle chantagista daqueles demônios. Ora, mesmo não tendo o apoio e aprovação de todos, chegou o dia do casamento. Meu pai já aguardava minha mãe ser trazida ao altar pelo meu avô, "gentinha", era o que ele pensava a respeito da família dela, ele odiava os pobres, e tanto sua futura mulher quanto a sua família pertenciam aquela classe social tão odiada por ele. Já
estava um pouco alcoolizado e talvez pensando: "Não vejo
a hora de sair desse lugar, cheio de gentinha. Credo."; subitamente
os seus pensamentos foram interrompidos pela música, enfim, ele
avistara minha mãe, sendo cortejada pelo meu avô, passo
a passo, ao fundo a música que se ouvia era o tema do filme "Romeu
e Julieta" interpretada por Jhonny Matts, mais alguns passos eram
dados, quando de repente o meu avô - tal e qual um Montecchio
inconformado por sua filha se casar com um Capuleto - num tom de tristeza
e súplica olhou para a minha mãe muito discretamente e
perguntou: Aquelas palavras fizeram com que minha mãe ficasse confusa, mas já era tarde para desistir do seu propósito. Mais alguns passos e pronto, meu avô entregava sua filhinha, criada de maneira simples, mas com muita dignidade e honestidade nas mãos do meu pai - seria mesmo o meu pai quem estava ali? "_ Pode beijar a noiva." Disse o padre; essa frase tão conhecida, finalizou aquele matrimônio. O tempo foi se passando, até que meu pai, passou a demonstrar quem realmente era. Um homem completamente vendido ao alcoolismo crônico, um manipulador dos poderes do ocultismo tendo como "mestres e instrutores", uma vasta diversidade de demônios. Os espíritos o "tomavam" a qualquer hora, em qualquer local; não havia um lugar predeterminado. Ele era propriedade exclusiva dos demônios, e como o leitor já deve ter percebido, não havia necessidade de freqüentar algum tipo de reunião ou ritual propício. Saiba leitor, meu pai, não havia entrado nesse estilo de vida, por causa de mágoas só, ou porque havia perdido tudo, ou porque era "mimado" e "filhinho de papai"; Não! Assim como aconteceu comigo - vocês observarão isso no decorrer da leitura; meu pai também foi vítima das maldições decorrentes dos nossos antepassados. O leitor haverá de notar, que após a morte do meu pai, "o cajado satânico" haveria de ser passado para mim, seu descendente direto e único. Êxodo
20.5 ______________________________________________________________________________ NOTA IMPORTANTE: Esse é o carro chefe, da “teologia de espíritos familiares”. É um erro doutrinário, nada sutil se observarmos o verso seguinte. Êxodo
20.6 Essa
teologia prega que: “Espíritos Malignos passam de geração em geração,
através de um pecado que é visitado por Deus, por 3 e 4 gerações.”
Ezequiel 18.1-3 A
linguagem numérica de êxodo é simbólica: 3 e 4 gerações, 1.000
gerações. Deus está dizendo que a Ira Dele sobre o pecador tem um
tempo! E equivale a 0,04% da Sua Misericórdia. Se
isso que eles dizem fosse verdade, Deus seria acusado de cumplicidade
com Satanás. Afinal, se sou alcoólatra, e me encontro na 3a.
e 4a. geração, não tenho cura ou solução, afinal o próprio
Deus do Céu, me amaldiçoou com um demônio familiar, e não poderei
fazer nada. Pois
quando Deus ordena algo, não há ninguém que mude tal ordem. Sobre
isso repare o que Jesus ensinou na parábola do credor incompassivo em
Mateus 18.23-35. Ele nos diz que se não perdôo, Deus permite que eu
seja entregue a demônios, e Jesus enfatiza que isso o Pai fará, até
que haja arrependimento. O
Senhor Jesus diz isso literalmente. E não há na terra, pastor ou
ministério que consiga fazer “libertação” numa situação dessa,
a não ser, o próprio. Se arrependendo de coração e perdoando. Mateus 18.34-35 Diante disso, as “teologias” de quebra de maldição e livramento (pois libertação já foi resolvido na Cruz), cai por terra! Não tem sustentação com a Verdade de Deus!!!! Leia mais em: Acerca das Maldições Hereditárias. _______________________________________________________________________________ Minha mãe então começou a viver num "Castelo de Vampiros", não posso dizer o que ela já não agüentava mais, se era o alcoolismo do meu pai ou se eram os demônios. Ela diz, que muitas vezes, não sabia quem beijava, com quem falava, com quem dormia ou com quem compartilhava a mesa do jantar, se era com o meu pai, ou se era com algum "mestre cósmico". Ela nunca tinha essa certeza.
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