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A
Iniciação
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Após algumas invocações e palavras mágicas (línguas no idioma enoquiano) tiradas do Liber Al Vel Legis - Livro da Lei, de Crowley; formou-se na minha frente um rosto musculoso e grandioso de bronze, no meio duma fumaça, que em parte se desprendia de mim, dizendo-me: _"Eu sou Fénelon e vim para te conduzir aos mistérios desvendados do conhecimento experimental do bem e do mal. Fazei o que eu te mandar e ninguém dirá não! Teu antecessor falhou, tu porém, não poderás falhar na missão que tu herdaste dos teus antepassados desde os tempos remotos!" Após tal manifestação, fiquei exausto, eu parecia um "bagaço de laranja chupado", mas por outro lado, finalmente eu tinha conhecido Fénelon, aquilo deixou-me, totalmente insuportável; a arrogância e prepotência, começavam a ser, minhas marcas registradas. Tempos depois entrei na mais conhecida e temida gangue de São Paulo, a Funeral Punk's; éramos conhecidos através dos jornais da "imprensa marrom", ou seja, sensacionalistas, que evidenciavam a nossa violência. Até mesmo a polícia evitava "esbarrar" conosco quando a gangue estava completa. Apregoávamos o ideal anarquista e nos empenhávamos em destruir nossos arqui-inimigos: os Skin-Heads, os White Power, (direitistas de facção neonazista - racistas, anti-semitas e anti-nordestinos) estes são dissidentes dos Carecas do ABC, que por sua vez são dissidentes dos Punks. O ódio deles por nós era recíproco. Os demônios colocavam tanto em nós como nessas outras gangues, um senso de poder absoluto e inabalável, de tal forma que acreditávamos poder enfrentar qualquer um, em qualquer número sem se preocupar com as consequências. Certa tarde, ao sair para dar uma "volta", deparei-me com um grupo de rapazes fumando maconha numa praça, chamaram-me e perguntaram se eu era um punk, ( eu estava vestido de punk ) pelo que respondi: _"Não! Sou uma freira, imbecil!" Depois de algumas risadas forçadas, disseram-me que eu era muito arrogante, e que tais pessoas morrem cedo, aconselharam-me sobre os Skin-Heads, e por fim confirmaram o meu apelido: Lord Morton. Nota:
Lord
Morton era o meu nome cabalístico. Que tivera sido ordenado por Fénelon.
Mais tarde fui ordenado a usar o nome do próprio mentor, tornando-se Sóror
Fénelon. No dia seguinte iniciaram as ameaças a vida da minha mãe e a do meu irmão, eram telefonemas, recados, pichações, etc. Quando soube através de jornais e mais tarde de uma testemunha sobrevivente, que dois dos meus "camaradas punk's" haviam sido eliminados no bairro de Santo Amaro - SP, por tiros de calibre 12 na cabeça; uma garota tivera sido salva da chacina, pois a arma tivera falhado; e logo que pôde deu-nos o recado que me colocou em pânico; diziam que o próximo a ser eliminado pelos Skins seria um tal de Morton e que isto serviria para simbolizar a decadência punk. Por causa daquelas ameaças, como também das posteriores, iniciou-se em São Paulo, uma guerra de gangues jamais vista antes, em todos os confrontos que se davam nos metrôs, nos grandes shows, haviam mortos. Não tínhamos um minuto de tranqüilidade. Já era insuportável viver naquele bairro; então minha mãe aceitou uma proposta de se associar a uma confecção no bairro das Perdizes. Aquilo veio a calhar. Nos mudamos para lá. Este material é destinado unicamente para uso pessoal e não deve ser exposto publicamente em outras páginas da web. É permitido baixar este arquivo, copiar, imprimir e distribuir este material, desde que ele não seja exposto em um outro site da Internet. Pode-se, contudo, coligar este site para servir como referência destas mensagens. Este arquivo de dados é propriedade exclusiva de Flávio de Carvalho. Ele não pode ser alterado ou editado de nenhuma maneira. Ele pode ser reproduzido apenas na sua totalidade para circular como "freeware", sem custos. Todas as reproduções dos dados deste arquivo devem conter o registro de copyright: [i.e., "Copyright © 2007-2010 by Flávio de Carvalho"]. Favor incluir a seguinte fonte de crédito: http://www.fuiumdeles.cjb.net |