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Capítulo Dois |
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A novidade era que um amigo muito querido viria fazer-nos uma visita naquela tarde, ora fiquei extremamente feliz, pois havia bastante tempo que não nos víamos. Mas logo a seguir, o meu semblante decaiu, pois sabia que este mesmo amigo era agora um medíocre crente; comecei a ficar agitado, nervoso, irritado demais. Eu havia esquecido completamente o pedido que tinha feito ao Pai de Jesus. Minha mãe percebendo o que estava ocorrendo, me pediu para que eu não saísse de casa, para que eu fizesse "sala" à esse amigo. Ela pediu-me isso, pois eu odiava visitas, mesmo de parentes; era alguém chegar e eu sair. As únicas pessoas que eu não tratava mal, eram aquelas que demonstravam ter algum conhecimento que eu ainda não tinha, principalmente se fosse no aspecto espiritual. Então bastante confuso e irritado, falei: _"Mãe, tá bom. Eu fico, mas tranque todas as portas e esconda as chaves. Me ajuda mãe!!! Porém, se ele vier com aquela baboseira de Bíblia, de Jesus, de Inferno, eu tô fora, eu saio no mesmo instante. E pobre dele se tentar me impedir!" Fumava um cigarro atrás do outro, procurei por toda a casa alguma substância química para me anestesiar, mas procurei em vão pois já tinha ingerido tudo o que havia. Eu parecia uma "barata tonta" pela casa. Sentia-me ameaçado, parecia que naquele dia algo grande aconteceria, parecia que estavam preparando a minha sentença. Quando então, ouvi a buzina de um carro tocando do lado de fora, era ele, o meu amigo, que naquela altura, eu já sentia ser ele, o meu próprio "inquisidor e carrasco: Torquemada". Procurei rapidamente os fundos de casa, tentei pular o muro mas não dava mais tempo, ouvi em alto e bom tom minha mãe alegremente dizer: _"Flávio, olha quem está aqui!" Pronto! Chegara a hora, caminhava com grande dificuldade para a garagem (não, eu não estava alcoolizado, mas as minhas pernas não obedeciam), quando vi aquele rapaz da minha idade com uma luz ofuscante, com um sorriso sincero e verdadeiro estendendo seus braços para mim. Puxa, fazia tempo que um amigo não me dava um abraço daquele, aliás eu não tinha mais amigo nenhum, e com exceção da minha mãe, ninguém mais me abraçava. Aquilo desarmou-me, o Amor de Deus através daquele jovem já iniciara o seu trabalho em mim. Este material é destinado unicamente para uso pessoal e não deve ser exposto publicamente em outras páginas da web. É permitido baixar este arquivo, copiar, imprimir e distribuir este material, desde que ele não seja exposto em um outro site da Internet. Pode-se, contudo, coligar este site para servir como referência destas mensagens. Este arquivo de dados é propriedade exclusiva de Flávio de Carvalho. Ele não pode ser alterado ou editado de nenhuma maneira. Ele pode ser reproduzido apenas na sua totalidade para circular como "freeware", sem custos. Todas as reproduções dos dados deste arquivo devem conter o registro de copyright: [i.e., "Copyright © 2007-2010 by Flávio de Carvalho"]. Favor incluir a seguinte fonte de crédito: http://www.fuiumdeles.cjb.net |